Uma resposta realista e reflectida coloca-nos a ideia de que, dependendo do tipo de ambiente social e laboral que o rodear, infelizmente existe a possibilidade de o seu filho e até os seus pais ainda viverem experiências negativas. Porém, manifestações perante homossexualidade já começam a mudar, ainda que com relativa lentidão, numa característica que tende a definir o próprio processo de mudanças sociais.

Falta para tal um envolvimento mais amplo da sociedade civil, para o aumento do número de pessoas e organizações que trabalhem pela advocacia e defesa dos direitos dos homossexuais. Trata-se de uma luta contra a homofobia que deve continuar a ser travada de forma corajosa pelo seu filho, por si, em suma, por todos nós envolvidos numa rede cada vez complexa, que forneça os recursos necessários para uma melhor convivência social.
Em Moçambique, ao contrário de alguns países, não é crime ser homossexual, isto é, por lei não se pode condenar uma cidadã ou um cidadão moçambicano por serem lésbica ou gay. Ainda que este facto não o pareça, ele é, por si, tão robusto, porque alicerça qualquer exercício de actividades de advocacia em prol da igualdade de oportunidades para as minorias em Moçambique.